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A Três Mãos

A três mãos se escreve, a dois olhos se lê, a um o pensamento que perdura

Vivências fictícias - II

 

Continuação deste post.

 

Saímos do escritório, pouco depois das 17h. O crepúsculo apressado de Inverno tentava exibir tonalidades quentes, por entre as nuvens, e os nossos narizes pareciam espelhar o avermelhado do céu, devido ao frio que se apoderara daquele dia.

Apesar da aragem gelada, dirigíamo-nos para a margem esquerda do rio com o entusiasmo típico do fim de tarde de uma sexta-feira. Falara-lhes, à hora de almoço, acerca da visita que pretendia fazer ao castelo de Hibrato e acabámos por combinar um passeio até à zona das ruínas, seguido de um jantar de Natal.

- Malta, esperem um pouco! – Tânia entrou, apressada, no estabelecimento com a montra repleta de pequenas luzes e Paulo seguiu-a, após um breve olhar pensativo na direção do castelo.

Saíram pouco depois: ela com um grande sorriso, exibindo a sua nova agenda, e ele com uma lanterna na mão.

- Bem pensado, Paulo! – Cris, que gostava tanto do nosso plano como de um prato repleto de ervilhas, estava visivelmente mais aliviada com a aquisição do nosso amigo.

Atravessámos a ponte e observámos, por momentos, os inúmeros degraus - alguns já desnivelados e outros cobertos de musgo -, que esperavam os nossos passos.

  

O conto será finalizado no meu próximo post e continuará a contar com a participação da Cris, do Paulo e da Tânia!