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A Três Mãos

A três mãos se escreve, a dois olhos se lê, a um o pensamento que perdura

Luto de mulher

Uma história real.

Uma das páginas do livro da minha vida, como professor e diretor de turma, sem referências específicas e concretas, por forma a proteger a identidade dos ainda, menores.

 

Choro-te de Paulo Vasco

 "Choro-te" de Paulo Vasco Pereira

 

Uma vida, um amor e uma história cessaram. Desconheço o futuro do casal que apenas separado foi na urna e nos túmulos. No seu futuro, a pretensão de uma união eterna, formalizada nos papéis e rituais da igreja que terminam numa festa, que dizem inesquecível: o casamento. Este, não passou de um sonho, à semelhança de tantos outros: impossível e trágico. 

 

A vida, essa mão de incógnitas que nos mantém erguidos por caminhos cujos objectivos finais desconhecemos, presenteia-nos com alegrias e tristezas, quantas vezes num ápice, nos momentos mais inesperados e inauditos. Eles, na “flor da idade”, foram presenteados com a morte trágica, nua, cruel…Os seus órgãos esmagados, em pedaços, naquele acidente, naquele dia longo, aparentemente calmo, suave e doce, até ao momento da fusão das almas. No outro plano, numa outra dimensão, a real, o sofrimento e a eterna saudade. Projectos, idílios e o forte pronúncio daquele grito que se fez ouvir, no momento de dar a saber um final inesperado, num mar de sonhos que dizima quem ama e gerou. Agora, nos momentos de dor, estes em vão e sem forças procuram resistir. Dificilmente compreendem que apenas o tempo pode diminuir a saudade e a dor; se possível for.

 

Já eu, às palavras disse “Não”.

Em risco, agi de acordo com a minha consciência. E não me arrependo, graças a Deus!

 

 Paulo Vasco Pereira, Cinfães, 12/06/2010