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A Três Mãos

A três mãos se escreve, a dois olhos se lê, a um o pensamento que perdura

Ao meu pai!

Quantas palavras disseste que não escutei

Quantos conselhos deste que não segui,

Quantas ensinamentos que eu esqueci.

Quantas coisas quiseste que não dei.

 

Ser meu pai não foi fácil, eu sei, eu sei!

Fui deveras duro, rebelde, inconstante,

E o passado que te proporcionei...

Não foi digno da tua vida errante.

 

Hoje sei o que vales para mim

Neste dia que agora também é meu

Tu és a ancora, a enxada, o sem-fim,

A noite fria, o dia quente, o anilado céu

 

 

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