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A Três Mãos

A três mãos se escreve, a dois olhos se lê, a um o pensamento que perdura

Ora...

  

É agora.

 

Contra o que sempre fora

Arrisquei-me lá fora,

Longe da casa acolhedora

Que foi a prosa, outrora.

 

Pouco poeta, nada escritora,

Experimento se o verso revigora

A inspiração incentivadora.

 

Não sou talentosa senhora,

Sou antes uma impostora.

Rimas encontrei agora

Em pública fonte auxiliadora.

 

Medicação hipotensora

Venha ela, salvadora,

Que os leitores com tanta "ora"

Irritaram-se, logo, sem demora.

 

Acalmai, leitor ou leitora,

Que a sexta-feira trabalhadora

É do fim de semana precursora!  

 

"Melhora. Por favor, melhora.

Que poesia arrasadora!

Porque a criaste, Dora?"

 

De mansinho, devo ir embora

Pois já desejam atirar à autora,

Insistentemente molestadora,

Uma rocha destruidora!  

 

Mas não esqueçam, já agora,

Que pessoa atiradora

De telhados de vidro é possuidora!

 

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