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A Três Mãos

A três mãos se escreve, a dois olhos se lê, a um o pensamento que perdura

A Três Mãos

A três mãos se escreve, a dois olhos se lê, a um o pensamento que perdura

  Carlos e Filipa, dois jovens adultos que tiveram necessidade de emigrar, encontraram a sua oportunidade em Barcelona, há cerca de três meses. Festejariam o Natal longe da família, pela primeira vez. A poucos dias da data, decidiram visitar o Parc Güell; passear era a sua tentativa de atenuar as saudades que já começavam a sentir. O parque ora brilhava à luz de alguns raios de sol, ora se tornava melancólico sob as nuvens e o rapaz teve que aumentar a luminosidade do ecrã do seu smart (...)
Vasco nascera no seio de uma daquelas famílias modernas onde tudo era assente numa lógica de verdade, sem subterfúgios nem desculpas. Deste modo o petiz desde muito novo foi iniciado nas realidades humanas. A barriga da mãe crescia e quando perguntou porquê o pai explicou-lhe, numa linguagem incompreensível para a criança, todo o percurso da concepção de um filho. Mais tarde foi a mãe que teve de se empenhar em desmistificar a razão da avó Lurdes ir todos os domingos a uma (...)