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A Três Mãos

A três mãos se escreve, a dois olhos se lê, a um o pensamento que perdura

A Três Mãos

A três mãos se escreve, a dois olhos se lê, a um o pensamento que perdura

27 Fev, 2015

Ora...

   É agora.   Contra o que sempre fora Arrisquei-me lá fora, Longe da casa acolhedora Que foi a prosa, outrora.   Pouco poeta, nada escritora, Experimento se o verso revigora A inspiração incentivadora.   Não sou talentosa senhora, Sou antes uma impostora. Rimas encontrei agora Em pública fonte auxiliadora.   Medicação hipotensora Venha ela, salvadora, Que os leitores com tanta "ora" Irritaram-se, logo, sem demora.   Acalmai, leitor ou leitora, Que a (...)
Recordo-me dos tempos idos, Dos tempos sem tempo. Lembro-me dos dias tristes, E das amarguras vãs.   Recordo-me de alegrias fugazes, E sonhos longamente perdidos. Lembro-me das noites brancas, E de amores sentidos e amados.   Recordo-me das faces claras, Dos sorrisos e das carícias. Lembro-me das figuras simples, Mas serenas e amigas.   Recordo-me de não ser, O que sempre desejei. Lembro-me de querer   O que nunca pude.   Recordo-me que o amor, Foi então a (...)
01 Jan, 2015

Amar simplesmente

Tremem-me as mãos, Quando te toco. És seda pura, Tecida na minha alma.   Tolhe-se-me o coração, Quando te beijo. És rosa rubra, Cor do meu sangue.   Arrepias-me a pele Quando te sonho. És o sol que me aquece Luz dos meus dias.   Será isto o amor?